Um fato inusitado chamou a atenção de uma professora que
mora em um condomínio no Bairro Cristal, na Zona Sul de Porto Alegre.
Depois de sua casa ter sido invadida por um assaltante, ela foi surpreendida
por um bilhete manuscrito no qual o suspeito pedia desculpas pelo crime e ainda
que Deus a abençoasse.
O papel estava em uma embalagem plástica junto com
documentos e cartões que haviam sido levados.
Com diversos erros de
ortografia, o bilhete foi deixado no pátio da residência. A professora percebeu
que seus pertences haviam sido devolvidos quatro dias após o crime, em 19 de
março.
Ela ainda teve uma televisão levada. No dia 15 de março, os assaltantes
entraram na casa enquanto ela estava no banho, e depois fugiram.
“Fiquei mais de uma hora sentada com o bilhete na mão e
olhando os riscos no documento. A gente que é professora sabe que são de
criança pequena. Então aqueles meus documentos estiveram na mão de uma criança.
Parei para pensar: será realmente que tem uma pessoa que está num estado de
desespero que faz isso porque precisa, porque não tem um trabalho, porque não
tem como dar comida ao filho? E se eu tivesse descido com eles aqui dentro, o
que teria acontecido?”, reflete a professora, que preferiu não se identificar.
Ela
recorda do dia do furto, pouco antes das 6h do dia 15 de março. “Tomei o maior
susto, não pude nem trabalhar. Fiquei mal, muito chateada porque a gente
trabalha, cuida das coisas, compra muitas vezes à prestação e alguém entra e se
acha no direito de pegar”, lamenta.
Logo após o assalto, a mulher bloqueou
os cartões e registrou ocorrência na delegacia. O bilhete será entregue à
polícia, que vai tentar identificar o suspeito do crime. Informações: G1
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